<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4205832789309840449</id><updated>2012-02-16T07:53:44.898-06:00</updated><title type='text'>Octavio</title><subtitle type='html'>Crônicas, por Octávio Aragão - AcheiUSA Newspaper</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4205832789309840449/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>AcheiUSA Newspaper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14450221531321710785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://2.bp.blogspot.com/-pDICOzxWwNA/TpxEFdCqLsI/AAAAAAAAAAk/XgJQBIsQJiw/s220/acheiusa_logo-original.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4205832789309840449.post-772759623428107817</id><published>2011-11-25T07:53:00.000-06:00</published><updated>2011-11-28T07:54:12.280-06:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Ética, estética, estática&lt;/h2&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.acheiusa.com/acheiusa/arquivo/0376/images/octavio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.acheiusa.com/acheiusa/arquivo/0376/images/octavio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;“Mesmo quando suas regras mudam e inovações se produzem, mesmo quando suas disfunções, como as greves, as crises, o desemprego ou as revoluções políticas podem fazer acreditar numa alternativa, não se trata senão de rearranjos internos e seu resultado só pode ser a melhoria da ‘vida’ do sistema, sendo a entropia a única alternativa a este aperfeiçoamento das performances, isto é, o declínio.”&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;strong&gt;Jean-François Lyotard&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem algumas pessoas que conseguem inverter o sentido da máxima “faça o que digo, não o que faço”. Talvez Frank Miller, um dos quadrinistas norte-americanos mais influentes dos últimos vinte anos, pertença a esse seleto time de perversores frasais. Miller foi projetado ao estrelato com sua reinvenção do Batman, transformando o tão ridicularizado vigilante neogótico com claras tendências pedófilas em um morcego monumental, que não pensava duas vezes em desferir ataques terroristas contra o stablishment representado por um presidente decrépito cuja cara era a de um Ronald Reagan mumificado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse novo Batman virou moda nos anos 80 e foi interpretado como uma revolução, uma volta às origens radicais do personagem, longe do bom-mocismo conformado dos anos 50 e pronto para bater onde mais doía. Leitores de esquerda fecharam os olhos para os relances protofascistas que pipocavam entre quadros e preferiram enxergar apenas a guerra perpretada contra os políticos e militares corruptos. Qual o problema se alguns direitos humanos estavam sendo quebrados (junto com pernas, braços e cabeças) no processo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, diriam os mais cínicos, é impossível fazer omelete sem quebrar ovos e, cá entre nós, chega de meliantes descansando no bembom dos seios pátrios, ou mátrios, sei lá. Não se faz revolução sem algumas perdas aceitáveis, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, parece que não é. Porque quando Miller soltou impropérios descabelados em seu blog contra a garotada que tomou as ruas impedindo o trânsito em Wall Street, chamando-os de mimados e irresponsáveis, entre outros adjetivos menos publicáveis, muitas das pessoas que idolatravam seus trabalhos - que incluem as HQs Give me Liberty, que, como o nome diz, tem um viés libertário, e 300, uma releitura criptofascista da batalha de Termópilas, que transforma os antigos espartanos em heróis com pinta de nazistas – desceu o malho como se ele fosse o último representante de Mussolini na Terra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente o lado extrema-direita de Miller ficou claro para todo mundo, mas o curioso é que ele jamais escondeu suas afiliações. O que fazia com que ninguém enxergasse o óbvio? Talvez o fascínio das saídas fáceis sugeridas pelo discurso “bandido bom é bandido morto (ou aleijado de sete maneiras diferentes, como propõe o Batman de Miller)”. Nada mais sedutor em tempos de incerteza do que afirmações contundentes, frases de efeito que prometem soluções imediatas contra a violência, a corrupção e os bandidos em geral. E, convenhamos, frases de efeito são o território de Miller. Ele é muito bom na estética hard boiled.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as frases se limitam a uma catarse em quadrinhos, tudo bem. O problema é quando elas são proferidas contra movimentos que refletem a insatisfação com as instituições financeiras da única potência do planeta. Aí a ética soa questionável, reacionária e sem o charme da literatura policial, desconstruindo o ídolo em camadas de preconceito e miopia ideológica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, um detalhe me causa certo desconforto, como se uma estática atrapalhasse a transmissão das ideias. Será que os manifestos, as revoluções ideológicas e movimentos de caráter modernista ainda têm as mesmas características daqueles que reformataram o mundo nos séculos 18, 19 e 20? Ou funcionam apenas como interregnos entre duas fases de aperfeiçoamento do mesmo sistema contra o qual os manifestantes se rebelam?Há muito que movimentos de contracultura pop são absorvidos com a mesma velocidade com a qual surgem – hippie, mod, rocker, punk, new wave, new romantics, hip-hop, rap, funk... – e seus discursos, por mais contundentes que sejam a princípio, são fagocitados pela moda, pelos meios de comunicação, pelos inimigos contra os quais surgiram a princípio, contribuindo para o aperfeiçoamento dos adversários, que saem cada vez mais fortes de cada confronto, cada “revolução”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez Frank Miller seja de direita. Talvez seja esquizofrênico. Talvez seja as duas coisas. Queria eu que o mundo fosse tão simples, tão mocinho contra bandido. A tomada de Wall Street é um movimento digno e bem intencionado, merece nosso respeito, mas não me espantaria se isso fosse apenas mais um degrau no processo evolutivo do sistema capitalista em sua eterna luta contra a entropia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4205832789309840449-772759623428107817?l=acheiusa-octavio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/feeds/772759623428107817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/2011/11/etica-estetica-estatica-mesmo-quando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4205832789309840449/posts/default/772759623428107817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4205832789309840449/posts/default/772759623428107817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/2011/11/etica-estetica-estatica-mesmo-quando.html' title=''/><author><name>AcheiUSA Newspaper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14450221531321710785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://2.bp.blogspot.com/-pDICOzxWwNA/TpxEFdCqLsI/AAAAAAAAAAk/XgJQBIsQJiw/s220/acheiusa_logo-original.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4205832789309840449.post-958069446861648425</id><published>2011-10-17T10:30:00.000-05:00</published><updated>2011-10-17T10:36:25.833-05:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h2&gt;Tempolítico&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.acheiusa.com/acheiusa/arquivo/0370/images/octavio.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;The past is not dead, it is living in us, and will be alive in the future which we are now helping to make&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;William Morris&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Never underestimate the power of human stupidity.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Robert A. Heinlein&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.acheiusa.com/acheiusa/arquivo/0370/images/octavio.jpg" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.acheiusa.com/acheiusa/arquivo/0370/images/octavio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;O tempo, para os políticos, é percebido de maneira diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto cada um de nós economiza em cadernetas de poupança, faz planos para a velhice e pensa na aposentadoria, o máximo que um político consegue em termos de vislumbre do futuro são as próximas eleições. Imaginem como deve soar surrealista para um deputado ou um senador quando alguém fala que, se não pararmos de poluir a Terra agora, nossos netos herdarão uma bola de lama solta no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Nossos netos, vejam só que coisa curiosa, essas pequenas criaturas que, em sua grande maioria, nem foram geradas ainda e que, por isso, não estarão de posse do título de eleitor em menos, de, com sorte, caso as crianças estejam sendo geradas neste instante, dezesseis ou dezoito anos. Ou seja, qualquer atitude política que leve em consideração eleitores intra-uterinos não será levada a sério por nossos representantes governamentais (que, sempre é bom recordar, exercem mandatos, contratos usados para regulamentar uma autorização que se faz a outras pessoas para praticar atos em seu nome ou administrar seus bens, no caso, o bem público).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, pergunto: como poderíamos fazer para acelerar esse relógio? Parece que nosso consumo, de acordo com um relatório publicado pela ONG World Wildlife Fund, já supera em 30% a capacidade de reposição do planeta, o que sugere que não são apenas os políticos que precisam acertar os ponteiros. No entanto, o Brasil ocupa o quarto lugar na lista dos maiores mercados mundiais de automóveis e o sexto no ranking de fabricantes. É muito carro, não? E os belos números que colocam Rio e São Paulo como cidades mais poluídas que Nova York e Londres? Isso me faz recordar aquele eufemismo da época do governo militar: “Poluição é sinônimo de desenvolvimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, somos todos contra a poluição. Somos todos contra a corrupção. Mas somos todos a favor de conforto. Queremos ar condicionado e automóvel na garagem, de preferência um para cada membro da família. Queremos fartura de eletrodomésticos e adoramos um motor a combustão porque temos pressa. Queremos correr o tempo todo, chegar primeiro, demorar o mínimo no trânsito e o máximo nos ambientes climatizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hora de fazer escolhas e entender que os homens que escrevem as leis refletem – queiramos ou não – as vontades e os caprichos de seus eleitores. Esperar que os políticos e sua lógica eleitoral sejam capazes de lidar sozinhos com um problema de causa e efeito geracional dessa magnitude é quase o mesmo que pedir para um deficiente visual descrever o espectro solar, eles não possuem equipamento específico para a função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário que nos conscientizemos de nossa responsabilidade individual e tiremos o máximo de tomadas dos plugões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso ou enfrentar o fim dos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4205832789309840449-958069446861648425?l=acheiusa-octavio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/feeds/958069446861648425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/2011/10/tempolitico-past-is-not-dead-it-is.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4205832789309840449/posts/default/958069446861648425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4205832789309840449/posts/default/958069446861648425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://acheiusa-octavio.blogspot.com/2011/10/tempolitico-past-is-not-dead-it-is.html' title=''/><author><name>AcheiUSA Newspaper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14450221531321710785</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='10' src='http://2.bp.blogspot.com/-pDICOzxWwNA/TpxEFdCqLsI/AAAAAAAAAAk/XgJQBIsQJiw/s220/acheiusa_logo-original.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
